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terça-feira, 30 de março de 2010

Qual o termo correto? deficiente? especial? excepcional???


Cuidado ao utilizar a terminologia correta para se referir a pessoas com deficiência. Muitos termos e expressões utilizados hoje pela maioria das pessoas estão incorretos e segregam mais do que incluem as pessoas com deficiência. Abaixo ficam algumas dicas para tratar do tema em matérias:
  • “Especial”, “excepcional”, “dito-normal” e “anormal” não devem ser utilizados, pois as deficiências são uma manifestação inseridas na diversidade humana. Se todos somos diferentes, como designar os “especiais”?
  • A expressão “Pessoa com necessidades especiais” tem origem em necessidades educacionais especiais (Dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de aprendizagem; Dificuldades de comunicação e sinalização diferenciada dos demais alunos; Altas habilidades / superdotação, grande facilidade de aprendizado). Com o tempo, passou a ser usada designar todas pessoas com deficiência.
  • Um erro muito comum é crer que deficiência é antônimo de eficiência e, por isso, considerar as pessoas com deficiência menos capazes.
  • Algumas pessoas ainda relutam em utilizar o termo “deficiência” acreditando ser algum tipo de ofensa, quando é apenas uma característica da pessoa.
  • Deficiência intelectual não é sinônimo de doença mental. A deficiência se refere a um comprometimento intelectual, temporário ou não, com inúmeras origens e associado à capacidade da pessoa responder às demandas da sociedade. Na doença mental, a pessoa tem sofrimento psíquico, como depressão, síndrome do pânico e esquizofrenia.
  • Da mesma maneira, deficiência não é doença. A comparação entre as duas transmite a imagem de que para inserir uma pessoa com deficiência na sociedade é necessário antes “curá-la”, quando as pessoas com deficiência são titulares de direitos, estando reabilitadas ou não.
  • Surdez e cegueira são deficiência e não doenças, mas que podem ter sido causadas por doenças. Por não se tratarem de doenças e não serem contagiosas, não podem ganhar contornos de epidemia.
  • Um erro muito comum ao se abordar pessoas com deficiência é utilizar o termo “deficiência física” englobando qualquer tipo de deficiência (física, motora, auditiva, visual, intelectual ou múltipla).
  • Não existe surdo-mudo, mas apenas surdo. A pessoa que nasce surda tem a capacidade de aprender uma linguagem oral, mas é mais comum, e mais fácil, que tenha em uma língua de sinais (por exemplo a Língua Brasileira de Sinais – Libras) como sua primeira opção.
  • A pessoa é considerada com deficiência visual quando tem acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica, ou nos casos em que a somatória da medida do campo visual for igual ou menor a 60°. A pessoa é considerada cega quando sua acuidade visual no melhor olho for menor ou igual a 0,05, com a melhor correção óptica.
  • A palavra “deficiente” não deve ser utilizada como substantivo, mas pode ser usada como adjetivo. Quando usada como substantivo, passa a impressão de que a pessoa inteira é deficiente.
  • “O termo ‘deficiência’ significa uma restrição física, mental ou sensorial, de natureza permanente ou transitória, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social” – Decreto Federal nº 3.956 / 2001.
  • Para se referir a uma pessoa com deficiência não utilize palavras como “defeituoso”, “incapacitado” ou “inválido”. Da mesma forma, pessoas sem deficiência podem ser chamadas de “comuns” ou “sem deficiência”, mas não “normais”, afinal, este é um conceito muito relativo e polêmico.
  • As expressões “anomalia genética” ou “doença genética” devem ser evitadas. Procure utilizar “síndrome genética” (a mais indicada), “alteração genética”, “condição genética” ou “situação genética”.
  • Existem critérios muito rígidos para definir uma deficiência, portanto, uma pessoa com alto grau de miopia, por exemplo, não é uma pessoa com deficiência visual. Pelo mesmo motivo, não é recomendável dizer “somos todos deficientes”.
  • Apurar uma matéria que envolva uma pessoa com deficiência exige o mesmo olhar crítico do que qualquer outra matéria. Uma má informação não se justifica pelo fato de ter sido passada por uma pessoa com ou sem deficiência.
  • Como em qualquer outra matéria, evite generalizações para se referir às pessoas com deficiência, por exemplo, dizer que todas pessoas com síndrome de Down têm talento artístico. As pessoas com deficiência são, acima de tudo, pessoas, com falhas de caráter, talentos e aptidões, como qualquer outra.
  • Evite supervalorizar a pessoa com deficiência bem sucedida e que supera as limitações. Nem todos seguem o mesmo caminho e quem não seguiu este pode ficar minimizado. Uma sociedade perfeita é aquela onde o “herói” é apenas mais uma entre tantas possibilidades.
  • Procure citar a legislação brasileira para esclarecer e embasar melhor as matérias. Isso ajuda a população a conhecer e refletir sobre as políticas de inclusão.
  • Procure tratar da deficiência também em matérias que não abordem o tema explicitamente, colhendo depoimentos de pessoas com deficiência, bem como de pessoas sem deficiência. Em matérias sobre hotéis, restaurantes e bares, procure saber se o ambiente é acessível.
  • Uma sociedade acessível às pessoas com deficiência precisa estar de acordo com seis acessibilidades básicas: Arquitetônica (sem barreiras ambientais em edifícios); Comunicacional (sem barreiras na comunicação interpessoal, escrita e virtual); Metodológica (sem barreiras nos métodos e técnicas de estudo ou trabalho); Instrumental (sem barreiras nas ferramentas de trabalho, estudo ou lazer); Programática (sem barreiras embutidas em leis, normas, decretos e regulamentos); e Atitudinal (sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações).
  • Habilitação e reabilitação são serviços que têm por objetivo reduzir as limitações existentes e promover a qualidade de vida e os meios para a pessoa mudar a própria vida. Incluem as áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, terapia ocupacional, psicologia, entre outras. Também se inclui na parte de reabilitação o fornecimento de medicamentos que favoreçam a estabilidade clínica e funcional e auxiliem na limitação da incapacidade, na reeducação funcional e no controle das lesões que geram incapacidades.
  • Inclusão não é a mesma coisa que inclusão social. O primeiro caso se refere a qualquer condição humana. Já a inclusão social se refere à sociedade.
  • O adjetivo “inclusivo” se refere a quaisquer ambientes e situações abertos à diversidade humano e não somente quando se trata de pessoas com deficiência. Desta forma, ambientes inclusivos são aqueles que oferecem condições plenas para qualquer pessoa se desenvolver seus potenciais com dignidade. Se houver dúvida sobre a adequação da palavra “inclusão”, pode-se utilizar “inserção”, que não está vinculado a movimentos internacionais pela garantia dos direitos humanos de pessoas com deficiência.
Principais Diferenças entre Inclusão e Integração
InclusãoIntegração
Inserção total e incondicional (crianças com deficiência não precisam “se preparar” para ir à escola regular)Inserção parcial e condicional (crianças “se preparam” em escolas ou classes especiais para estar em escolas ou classes regulares)
Exige rupturas nos sistemasPede concessões aos sistemas
Mudanças que beneficiam toda e qualquer pessoa (não se sabe quem “ganha” mais; TODAS ganham)Mudanças visando prioritariamente a pessoas com deficiência (consolida a idéia de que elas “ganham” mais)
Exige transformações profundasContenta-se com transformações superficiais
Sociedade se adapta para atender às necessidades das pessoas com deficiência e, com isso, se torna mais atenta às necessidades de TODOSPessoas com deficiência se adaptam às necessidades dos modelos que já existem na sociedade, que faz apenas ajustes
Defende o direito de TODAS as pessoas, com e sem deficiênciaDefende o direito de pessoas com deficiência
Traz para dentro dos sistemas os grupos de “excluídos” e, paralelamente, transforma esses sistemas para que se tornem de qualidade para TODOSInsere nos sistemas os grupo de “excluídos que provarem estar aptos” (sob este aspecto, as cotas podem ser questionadas como promotoras da inclusão)
O adjetivo inclusivo é usado quando se busca qualidade para TODAS as pessoas com e sem deficiência (escola inclusiva, trabalho inclusivo, lazer inclusivo etc.)O adjetivo integrador é usado quando se busca qualidade nas estruturas que atendem apenas as pessoas com deficiência consideradas aptas (escola integradora, empresa integradora etc.)
Valoriza a individualidade de pessoas com deficiência (pessoas com deficiência podem ou não ser bons funcionários; podem ou não ser carinhosos etc.)Como reflexo de um pensamento integrador podemos citar a tendência a tratar pessoas com deficiência como um bloco homogêneo (ex.: surdos se concentram melhor, cegos são excelentes massagistas etc.)
Não quer disfarçar as limitações, porque elas são reaisTende a disfarçar as limitações para aumentar a possibilidade de inserção
Não se caracteriza apenas pela presença de pessoas com e sem deficiência em um mesmo ambienteA presença de pessoas com e sem deficiência no mesmo ambiente tende a ser suficiente para o uso do adjetivo integrador
A partir da certeza de que TODOS somos diferentes, não existem “os especiais”, “os normais”, “os excepcionais”, o que existe são pessoas com deficiência.Incentiva pessoas com deficiência a seguir modelos, não valorizando, por exemplo, outras formas de comunicação como a Libras. Seríamos um bloco majoritário e homogêneo de pessoas sem deficiência rodeado pelas que apresentam diferenças.
O conteúdo dos textos foi baseado no Manual da Mídia Legal

Site divulga vídeos sobre E 3 - Estação Ergonômica Especializada da Dumont Brasil


Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania: a partir de 10 de abril


Entre abril e agosto, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a União de Vereadores do Estado de São Paulo (UVESP) e com apoio do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD), realiza a Caravana da Inclusão, Acessibilidade e Cidadania, uma série de dez encontros no interior do estado. A Caravana tem o objetivo de mobilizar e conscientizar a sociedade para a necessidade de consolidar políticas públicas que contemplem os direitos das pessoas com deficiência.
Os encontros abordarão os temas de Rede Lucy Montoro, Desenho Universal, Empregabilidade, Paradesporto e Cidadania e Valorização do Voto. A Caravana tem como publicoalvo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, gestores públicos, pessoas com deficiência e representantes de entidades dos municípios do Estado de São Paulo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Brasil termina o Mundial Paraolímpico de Judô, em Antalya, na Turquia, com mais uma medalha.




O Brasil termina o Mundial Paraolímpico de Judô, em Antalya, na Turquia, com mais uma medalha. E neste domingo (28/03) novamente foi uma mulher que subiu no pódio. A pesado Deanne Almeida (mais de 78 quilos) conquistou o bronze ao derrotar a turca Yücel Yilkiran por ippon. Após quatro dias de competições, o Brasil conseguiu o maior número de medalhas em mundiais: quatro, todas no feminino. Além de Deanne, Lúcia Teixeira ficou com a prata na leve (até 57 quilos) e Daniele Bernardes da Silva e Victoria Santos de Almeida Silva levaram o bronze na meio-médio (até 63 quilos) e médio (até 70 quilos), respectivamente. 

Se na véspera o sorteio foi cruel com Deanne, neste domingo a ajudou, colocando a brasileira de by, entrando apenas na segunda fase, já na semifinal. Na primeira luta, uma velha e indigesta conhecida, a chinesa Yamping Yuan, que já derrotara a Brasileira na final paraolímpica em Pequim e também no sábado. Como na véspera, a chinesa levou a melhor, por imobilização. Determinada, Deanne se concentrou e agarrou sua última chance na luta contra a turca. 

"Na véspera eu não estava bem, me senti muito nervosa ao saber que enfrentaria logo a chinesa. Neste domingo já estava melhor, mais confiante e sabia que poderia vencer a turca. A chinesa está realmente acima de todas as outras competidoras e isso mostra que temos de trabalhar duro para chegar ao nível dela", disse Deanne. 

Como o Mundial conta pontos para o ranking que classifica para os Jogos Paraolímpicos de Londres, a organização fez três disputas para atletas acima de 70 quilos. Uma para todas as atletas com mais de 70 quilos, que pontuou para o ranking, dividindo também as competidoras entre mais duas categorias, até 78 quilos e mais de 78 quilos. Assim, a brasileira, teve mais uma chance de medalha neste domingo. 

O bom desempenho do feminino comprovou a expectativa da comissão técnica, que comemorou a boa campanha brasileira, a melhor da história em número de medalhas: 

"Temos motivos para comemorar, apesar de ter faltado o ouro. Conseguimos quatro medalhas e dois atletas cotados entre os favoritos tiveram a infelicidade de ficar fora do pódio", disse Jaime Bragança, coordenador de judô do CPB. "O judô feminino mostrou que é um dos melhores do mundo e também temos de comemorar o fato de, mesmo sem medalha, termos marcados pontos no ranking em outras cinco categorias. Saímos da Turquia com a certeza de que estamos no caminho certo para 2016, mas também sabendo que muita coisa tem de ser feita. 

Porém, nem tudo foi festa no último dia. Um erro da organização impediu a participação do Brasil na competição por equipes. Apesar da confirmação da participação da equipe masculina, a comissão técnica foi surpreendida ao chegar ao ginásio e ver que o Brasil não estava entre os oito países da disputa. A organização alegou que o Brasil não entregara a ficha de inscrição, que em nenhum momento foi passada a qualquer membro da delegação. 

"Isso foi um absurdo. Várias vezes confirmamos com eles que iríamos participar. À noite fomos pedir informações sobre as chaves e nos disseram que só teríamos esta informação no dia da competição. Em nenhum momento, quando falamos com eles, nos disseram que teríamos de entregar qualquer ficha. No Congresso Técnico também nada foi informado. Antes da competição, disseram que entregaram a ficha para alguém do Brasil, mas que não sabiam para quem tinha sido. Ninguém da comissão técnica recebeu qualquer notificação a respeito disso", disse Bragança. 

Jaime também citou outros casos, como a falta de relatórios técnicos diários, comum em toda grande competição, e até de um medidor de quimonos na área de aquecimento, para os técnicos conferirem se o tamanho das mangas está dentro das regras. 

"Infelizmente, o que vimos aqui foi uma grande desorganização. Vamos fazer um documento e um protesto formal junto à IBSA (International Blind Sports Association)", adiantou Bragança. 

Para todos os resultados do Mundial acesse: http://antalya2010.com/HomIBSAJudoWorldChampionships.aspx 

Consultoria Especializada Dumont

Consultoria Especializada Dumont para Escolas

  • Avaliação de acessibilidade nas áreas comuns do espaço escolar, edificações e postos de trabalho de colaboradores na escola
  • Avaliação de acessibilidade e sinalização
  • Acompanhamento e orientação nas adaptações de pequeno e grande porte
  • Terapia Ocupacional, Engenharia e Arquitetura
  • Acompanhamento e intervenção de engenharia ou arquitetura em obras escolares
  • Supervisão para equipe de apoio (educação inclusiva) nas escolas
  • Palestra para colaboradores envolvidos no processo de promoção da educação inclusiva
  • Oficina de sensibilização para colaboradores sobre diversidade
  • Supervisão, elaboração de material didático e informativo relacionados ao tema inclusão
  • Apoio na elaboração do Projeto Político-Pedagógico
Consultoria Especializada Dumont para Organizações Públicas e Privadas

  • Palestras de sensibilização sobre deficiência
  • Oficinas de sensibilização
  • Treinamento para Recursos Humanos e áreas envolvidas na contratação de pessoas com deficiência
  • Treinamento sobre a legislação referente a contratação de pessoas com deficiência
  • Treinamento quanto à acessibilidade
  • Avaliação de acessibilidade de postos de trabalho e áreas comuns
  • Supervisão e apoio na elaboração de material didático quanto ao tema deficiência
  • Encaminhamento de candidatos com deficiência para processo seletivo
  • Treinamento e orientação quanto ao processo seletivo para pessoas com deficiência
  • Acompanhamento pós colocação
  • Avaliação de candidatos com deficiência para processo seletivo
  • Gestão de projetos para capacitação de pessoas com deficiência
  • Curso de gestão da empregabilidade para pessoas nas empresas
Contato: 12 97843178
12 78140334
Nextel: 82*105101

Responsável Técnica: Michele Jimenez Benjamim

Durante a IX Reatech será apresentada mesa ergonômica voltada para pessoas com deficiência

Durante a IX Reatech será apresentada mesa ergonômica voltada para pessoas com deficiência


Com o intuito de trazer mais acessibilidade, comodidade e inclusão às pessoas com deficiência física, a Dumont Brasil traz mais uma novidade para o setor: a E3 – estação ergonômica especializada, que será apresentada na IX Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (REATECH). Com entrada franca, o evento acontecerá entre os dias 15 e 18 de abril no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

A inovação trata-se de uma mesa que traz como diferencial o ajuste fácil de altura, largura dos apoios de cotovelos, de profundidade, rodízios de movimentação, pés niveladores, além de diversos acessórios que facilitam a autonomia e independência do usuário. O móvel pode ser adaptado de acordo com as necessidades e o grau de evolução de cada um e os benefícios são amplos: como melhora do posicionamento dos braços facilitando a execução de inúmeras atividades, estímulo para reabilitação profissional e a própria facilidade na mobilidade, o que permite sua utilização em diversos ambientes.

Além da exposição de produtos, a Reatech contará com uma extensa programação de artes cênicas e grupos de dança compostos por artistas com deficiências; atividades de Pet e Equoterapia; galeria de arte; parque infantil adaptado; quadras adaptadas para a prática de esportes; test-drive de carros adaptados, de cadeiras de rodas motorizadas e scooters; palestras, congressos médicos, seminários e atividades abertas ao público entre outras atrações.

Incorporando os conceitos de acessibilidade corporativa e empregabilidade, diversas empresas também utilizam a feira como mecanismo de captação de currículos de pessoas com deficiências. Só na última edição, foram oferecidas pelos expositores mais de 6.500 vagas diversas de trabalho para pessoas com deficiência.

No Brasil, aproximadamente 15% da população possui alguma deficiência e cerca de 500 pessoas todos os dias adquirem algum tipo de deficiência. É dentro deste cenário que o setor de produtos e serviços para reabilitação movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão no País, sendo R$ 200 milhões só com vendas de cadeiras de rodas e mais de R$ 800 milhões em automóveis e adaptações veiculares.

Informações sobre a próxima edição estão disponíveis no site www.reatech.tmp.br ou pelo fone (11) 5585-4355.

SERVIÇO

Reatech – IX Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 – São Paulo (SP)

Dias 15 a 18 de abril

Horário: quinta e sexta das 13h às 21h; sábado e domingo das 10h às 19h

Mais informações: www.reatech.tmp.br ou pelo telefone (11) 5585-4355

Entrada gratuita

OBS: Também será oferecido diariamente transporte gratuito (ida e volta), saindo da Estação Jabaquara do Metrô (Rua Nelson Fernandes, 400 – ao lado do terminal de ônibus)


http://ezu.com.br/cienciaevida/2010/03/03/durante-a-ix-reatech-sera-apresentada-mesa-ergonomica-voltada-para-pessoas-com-deficiencia/

domingo, 28 de março de 2010

45 estudantes com deficiência da rede municipal recebem equipamento pioneiro

14 página ADC News * O jornal distribuído nas Indústrias * de 16 a 31 de março de 2010

INCLUSÃO

Alunos ganham qualidade 45 estudantes da rede municipal recebem equipamento pioneiro

A Escola Municipal Elza Regina Bevilacqua, na zona sul de São José, trabalha com alunos portadores de necessidades especiais há 21 anos. Tanta dedicação rendeu frutos este ano: a escola acaba de receber as duas primeiras estações de trabalho ergonômicas e adaptáveis em seu laboratório de informática. O mobiliário foi desenvolvido pela Dumont Pesquisa e Desenvolvimento e doado pelo Instituto Embraer, que investiu R$ 60 mil. Chamada E3 – Estação Ergonômica Especializada, ela foi planejada para acomodar melhor os equipamentos utilizados pelas crianças especiais ao realizarem suas atividades. “Antes, tínhamos o móvel tradicional, que não permite ajustes. Com os novos mobiliários, acomodamos os alunos conforme seu tamanho, os suportes abrem, fecham e têm regulagem de altura. Ficou mais fácil trabalhar”, contou Cláudia Khouri, diretora da escola. A Secretaria Municipal de Educação tem entre seus objetivos promover a inclusão dos alunos com necessidades educacionais diferenciadas em todas as escolas da rede. A Escola Elza Regina foi escolhida como a pioneira do projeto piloto envolvendo as novas estações devido à experiência dos professores com o caso e também por causa das condições favoráveis da infra-estrutura da escola, que tem o espaço necessário para abrigar as estações. Cerca de mil alunos especiais estão matriculados na rede municipal e 45 deles são atendidos na Escola Elza Regina, acompanhados por estagiárias. A novidade foi bem recebida por todos. “Uma das professoras se emocionou quando começaram
as demonstrações, pensando em quantos alunos poderiam ter sido beneficiados se o projeto tivesse surgido antes”. Todos os professores que lidam com alunos especiais reúnem-se semanalmente para receberem palestras de aperfeiçoamento da técnica de ensino.

Projeto ganhou destaque depois de exibido na novela ‘Viver a Vida’, da Rede Globo. A estação será usada pela personagem Luciana (Aline Moraes) para acessar seu computador após ficar tetraplégica.


Com sede no CECOMPI, Dumont cria mobiliário inédito para deficientes físicos Alternativa para deficientes São José dos Campos Fundada há quatro anos e incubada no Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (CECOMPI) com sede na cidade, a Dumont
Pesquisa & Desenvolvimento desenvolve estudos tecnológicos aplicáveis a produtos que ofereçam maior independência a pessoas portadoras de deficiências físicas. Motivados pela queixa de professores sobre a dificuldade de adaptar o ensino às necessidades dos alunos, principalmente com relação ao uso do computador, a equipe da empresa trabalha desde a fundação no projeto da E3 – Estação Ergonômica Especializada. A equipe envolve um engenheiro, um designer e uma terapeuta ocupacional. A escola Elza Regina Bevilacqua abriga o maior número de deficientes da rede municipal e por isso foi escolhida para receber as duas primeiras estações, em um projeto piloto que se estenderá até o final de 2010. “As estações foram entregues em dezembro. Até o final do ano, faremos um acompanhamento com os alunos, professores e pais, para documentar os resultados e comprovar nossas expectativas”, contou Michele Jimenez Benjamim, terapeuta ocupacional do grupo Dumont. Em pouco tempo, já foi possível ter um retorno positivo da implantação da E3 na sala de informática. Após o final deste estudo, a prefeitura de São José pretende adquirir duas estações para cada escola da rede municipal, que tem 38 unidades. “Uma tecnologia que permita o acesso à Internet abre portas inclusive de emprego. É um avanço para a inclusão e para a educação dos deficientes”, afirmou Jimenez.
A E3 foi projetada para escola e para o trabalho, mas na Dumont já estão sendo feitos estudos para adaptar os módulos ao ambiente doméstico. Jimenez revelou a preocupação em deixar a E3
mais leve, personalizável e com design mais suave, que combine com a cozinha, o quarto ou o escritório do deficiente.

www.adcnews.com.br

sexta-feira, 26 de março de 2010

Projeto Acessa Fácil: parceria para praias acessíveis

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência assina convênio hoje, às 16 horas, em Cubatão (SP), com a SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para implementação do Projeto Acessa Fácil em todos os municípios da Baixada Santista. A SABESP repassará o valor de 3,8 milhões de reais para a AGEM (Agência Metropolitana da Baixada Santista), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Economia e Planejamento.

A finalidade do recurso financeiro é desenvolver e executar obras necessárias para instalar 139 esteiras que facilitarão o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ao mar. A consultoria técnica do projeto é da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O coordenador de Programas da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Flávio Scavassin, participará da cerimônia de assinatura, representando a Secretária Dra. Linamara Rizzo Battisttella. Também participam o vice-governador do estado de São Paulo Alberto Goldman, o presidente da Sabesp Gesner Oliveira e a Secretária de Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena

quinta-feira, 25 de março de 2010

Campinas recebe Unidade de Reabilitação Lucy Montoro

Unidade da Rede de Reabilitação Lucy Montoro entregue no dia 22 tem capacidade para 10 mil atendimentos por mês. Até o final de 2010, serão inauguradas 17 unidades da Rede Lucy Montoro em diversos municípios do estado.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Senado homenageia pessoas com deficiência e Heráclito anuncia cota também para terceirizados

[Foto: café da manhã em homenagem aos funcionários portadores de deficiência ]

O primeiro secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), anunciou que o Senado reservará cotas também para pessoas com deficiência que forem contratadas por meio de terceirização, e não apenas para concursados, como já ocorre. O anúncio foi feito durante café da manhã em homenagem aos funcionários portadores de deficiência, no restaurante do Senado.

A coordenadora do Programa de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência, Mônica de Araújo Freitas, que é também chefe do Cerimonial da Presidência da Casa, informou que foi assinado convênio com a Associação de Pais e Amigos de Pessoas Excepcionais (Apae) para contratação de oito pessoas com deficiência para trabalhar na higienização de livros da Biblioteca do Senado.

Mônica Freitas informou que foram convidados para a homenagem todos os funcionários que, durante o cadastramento, no fim do ano passado, informaram ter algum tipo de deficiência, um total de 69 servidores efetivos, 30 terceirizados e cinco estagiários.

Segundo a coordenadora, os oito portadores de deficiência que vão trabalhar na higienização de livros estarão vinculados a contrato sob gestão da Apae. Mônica também informou que o Senado presta consultoria na área de acessibilidade a cinco assembléias legislativas (Amazonas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo), além de promover um trabalho integrado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Participaram da homenagem, além do primeiro secretário Heráclito Fortes, os senadores Flávio Arns (PSDB-PR), Augusto Botelho (PT-RR) e Romeu Tuma (PTB-SP). Em seu discurso, Heráclito elogiou os ex-presidentes do Senado Renan Calheiros e Garibaldi Alves Filho, que criaram em suas gestões a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência e a Comissão de Valorização da Pessoa com Deficiência.

- Os cuidados com as pessoas com qualquer tipo de deficiência não podem ser tratados apenas em eventos, mas devem ser preocupação permanente de toda a sociedade - disse Heráclito.

O chefe de gabinete do senador Flávio Arns, Aires Neves, que é 'cadeirante', disse que o esforço do Senado em valorizar as pessoas com deficiência é um exemplo para todos os órgãos públicos e empresas, já que deficiência física não é impedimento para ninguém trabalhar e ser produtivo.O diretor geral do Senado, Haroldo Tajra, disse que o esforço da Casa não é apenas para estimular profissionalmente os funcionários com deficiência, mas também para integrá-los socialmente.

http://www.senado.gov.br/Agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=99917&codAplicativo=2

terça-feira, 23 de março de 2010

Conheça o Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência

O Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD) foi criado em 1984. É vinculado à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do governo de São Paulo. É um órgão consultivo, autônomo, com a responsabilidade de assessorar o governo nas questões da pessoa com deficiência.

O Conselho é composto por 20 conselheiros representantes da sociedade civil e dez representantes da área governamental - mais dez suplentes da sociedade e do governo - além de um representante do Ministério Público.

Em todo o estado, o Conselho conta com dez Núcleos Regionais, na capital, em Osasco, Limeira, Sorocaba, Araraquara, São José do Rio Preto/Araçatuba, São José dos Campos, Bauru/Marília/Presidente Prudente, Franca/Barretos e Baixada Santista/Registro. Os núcleos regionais podem desenvolver ações conjuntas com os demais conselhos de cidadania e setoriais organizados.

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=561

segunda-feira, 22 de março de 2010

E3 ao ar novamente na Novela Viver a Vida. Confira!


Vejam o link: http://www.youtube.com/watch?v=Q-1xGB3Cc3o

Segue foto pra matar a saudade.


Desenho Universal

No primeiro dia do seminário, foi lançado o livro “Diretrizes do Desenho Universal na Habitação de Interesse Social no Estado de São Paulo”, desenvolvido pelas Secretarias de Estado do Direitos da Pessoa com Deficiência e da Habitação, em uma parceria que vem, desde o início da gestão do governador José Serra, promovendo os conceitos de acessibilidade em São Paulo, estado pioneiro na adoção do Desenho Universal nas habitações de interesse social.

A publicação vai orientar prefeituras, órgãos públicos, construtores, arquitetos e a comunidade acadêmica sobre a implantação dos princípios do Desenho Universal nos projetos de moradias, incluindo os espaços privativos dos imóveis e as áreas de uso público. “Todos os novos projetos da CDHU contemplam a acessibilidade. A moradia precisa atender a pessoa em todas as etapas da vida e em qualquer situação”, disse o secretário da Habitação Lair Krähenbühl.

A proposta do Desenho Universal é criar espaços que possam ser utilizados não somente por pessoas com deficiência, temporária ou permanente, mas também por indivíduos com estatura diferenciada, obesidade ou com mobilidade reduzida, como idosos, gestantes e crianças. “O Brasil tem mais de 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. O estado precisa de políticas capazes de atender essa parcela da população. Em São Paulo isso já é realidade”, disse Dra. Linamara Rizzo Battistella, Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A Secretária ainda enfatizou que “na habitação de interesse social, a arquitetura inclusiva é o destaque no Estado de São Paulo. Não tivemos a mesma sorte no que tange a política pública do Brasil. Ainda não temos incorporado plenamente, inclusive nas habitações de interesse social, o desejo de incluir o desenho universal para garantir acessibilidade”. Além de acessibilidade nos meios físicos, a Dra. Linamara afirmou que “acessibilidade aos meios audiovisuais é o que tem feito a grande diferença na vida das pessoas com deficiência. Quando falamos em acessibilidade aos meios audiovisuais, estamos pensando em educação e cultura, mas sem esquecer o lazer e o desporto”.

Diretrizes para aplicação do Desenho Universal em moradias

As diretrizes para a implantação do DU nas moradias de Interesse Social foram classificadas em três escalas: área interna das moradias; áreas comuns dos condomínios e áreas e espaços públicos nas imediações.

A área interna do imóvel e os acessos devem apresentar dimensão adequada, o projeto deve prever vãos de portas e corredores com larguras adequadas, correta solução de portas, facilidade de manobra e de acesso às janelas. Também deve ter soluções de ventilação, intercomunicação entre os ambientes, revestimentos antiderrapantes, interruptores e campainhas, metais e louças sanitárias em alturas acessíveis a todos os usuários, bem como interruptores paralelos para quartos e corredores, sinais sonoros e luminosos e área para instalação de elevadores ou plataformas.

As áreas condominiais devem atender às necessidades de todos os usuários. Entre os itens previstos estão: rampas, guias rebaixadas, passeios com revestimento e elementos de apoio e declividade adequados; calçadas com largura mínima de 1,20 metros, interligação acessível entre estacionamento e áreas comuns; e previsão de sinalização, guarda-corpos e corrimão.

Para as áreas de uso público, é recomendada a criação de espaços urbanos e de lazer que incluem postes e telefones públicos instalados de forma a não obstruir a faixa de circulação, e pontos de transporte público em distância confortável às pessoas com limitações de locomoção.

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=567